sábado, 21 de novembro de 2009

Surpresa... Descoberta... Recriar... Recrear-se...


“Estamos muito derrotados. A surpresa e a descoberta que a emoção proporciona foram anuladas pela informação. É preciso retomar a pausa e a calma e voltar a observar as coisas e desfrutar delas. A emoção está a ser esmagada pela informação. Conhecemos muito e não sentimos nada.”

Isidro Ferrer

Como já não dá para ver e sentir "ao vivo e a cores", faço o que me foi pedido no blogue onde me encontrei com este tempo de encanto: divulgo! Obrigada à Rita e ao Letra Pequena.

sábado, 14 de novembro de 2009

O que é que a promoção da leitura tem a ver com a escola?


Se faz frequentemente esta pergunta a si mesmo siga por aqui - aguçado fica o apetite para a leitura do texto integral com estes excertos:

(...) la promoción no es una forma de alejarse de los objetivos escolares, alivianarlos, o “desescolarizarlos” sino de darle nuevas formas y significados a las tareas de enseñanza.

(...) El peligro de llamar a la desescolarización de la lectura entonces estaría en la negación de la responsabilidad de la escuela de hacerse cargo de repensar la enseñanza y la búsqueda de nuevos caminos para que la lectura tenga otros significados en la vida de los lectores escolares.

Para vencer ese riesgo quizás el cruce entre los aportes interesantes provenientes del campo de la promoción y la resignificación de la idea de “escolar” —cargándola con sus mejores resonancias cuando se piensa en la lectura— sea un modo renovado de pensar la tarea de enseñar a leer.
Cecilia Bajour

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Dançando com a diferença



Veja um pouco mais aqui! Se gostar, leia e aprofunde por aqui!

Fui.
Vi.
Senti.
Chorei e ri. Também sorri.
Da minha cadeira, na plateia, também dancei.

Muito forte.
Muito envolvente.
Muito questionador.

Quem somos nós no nosso corpo?
O corpo que nos tapa e nos desvenda...
O corpo que nos aprisiona e nos liberta, o corpo que nos faz ser quem somos, o corpo pelo qual podemos ultrapassar-nos à procura de SER mais e viver uma VIDA PLENA.
O corpo que nos faz aprender a "estar aqui", o corpo que nos ensina a "estar BEM aqui".

Ainda bem que este projecto tem sede na Madeira!
Porque Portugal não é só Lisboa...

Que pena que este projecto esteja na Madeira... Porque a minha filha, de 19 anos, portadora de trissomia 21, acabado o seu percurso escolar, está em casa. Em stand by... Como que numa antecâmara para coisa nenhuma... E será só ela?

E hoje eu vi, claramente visto, que este projecto não é para "fazer-de-conta" que não se é portador de deficiência, "fazer-de-conta" que se faz formação profissional, "fazer-de-conta" que se promove a inserção social...

Este projecto é para viver a condição da diferença com plenitude, com liberdade e com a dignidade de se ser, acima de tudo, PESSOA!

Parabéns a Henrique Amoedo e a toda a Companhia!

Pergunto-me: será que não há ninguém que tenha interesse em fazer acontecer (pelo menos) um projecto destes aqui pelo continente?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

«(…) porque o outro não é uma "obra minha"…»


Como é bom ler, clara e lucidamente escrito – e proactivamente explicado, pela Professora Isabel Batista – este alicerce de toda e qualquer postura educativa, pilar fundamental de reflexão para quem se apresenta (ou pretenda apresentar-se) como educador!

Ficou para mim tão claro que, à partida, ninguém que se diga e se posicione como educador o pode SER (e portanto EXERCER plenamente) se não tiver a coragem quotidiana de se apresentar a si próprio, ou seja, de aferir diária e recorrentemente para consigo mesmo – e, por consequência, em renovada, persistente e desassombrada partilha com os outros – a matriz da sua acção educativa neste referencial, assim enquadrado:

Mais que reconhecer-se imperfeito, assumir-se antes como alguém capaz de se aperfeiçoar, por isso, com a intrínseca possibilidade de melhorar sempre, e de, por isso, olhar os outros, alunos e interlocutores, como viajantes dessa mesma viagem de perfectibilidade na aprendizagem ao longo da vida;

O de considerar o pressuposto de que é – e por isso TODO O OUTRO com quem se cruza na vida também – indelevelmente educável, seja qual for a sua condição e os seus eventuais “condicionalismos” – por isso, constante e estruturalmente aprendente ao longo de todo o seu percurso de vida…

O de inequivocamente, aprender a aceitar o negativo da educabilidade, ou seja, citando Isabel Batista, garantir nas suas práticas e posicionamentos «o princípio de que a educabilidade não pode ser exercida influenciando o percurso do outro a qualquer custo, porque o outro não é uma "obra minha"».

Perante este convite a uma postura reflexiva e colaborativa, na perseguição de melhores formas de sermos educadores e co-construirmos os percursos educativos que nos cabe desenhar, pergunto-me porque é que cada vez menos encontramos e fazemos por construir na escola os espaços para fazer esta reflexão, esta partilha e esta co-construção… Estaremos realmente dispostos a persistente e aprofundadamente aprender, ou a descansadamente fazer o que é suposto que façamos para que a escola continue, paulatinamente, a formatar-nos para “fazer sem pensar”?


Concluo citando esta passagem de um dos blogues por onde gosto de esvoaçar, e cuja mensagem aconselho a ler na sua totalidade.

(…) independentemente do quadro legal, institucional, de crenças e valores profissionais, falar de ética e deontologia é também falar de mim, do EU e da minha relação com os outros e, sobretudo, predisponibilizar-me para a crítica, para a melhoria e para o crescimento individual.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Parece tão simples...


Quando se fala em biblioteca escolar, é inevitável pensar nos hábitos de leitura dos alunos.
Formar bons leitores significa encantar as crianças, enfeitiçá-las com o poder que vem dos livros.

Mas isso não se forja com obrigações, muito menos com trabalhos sistemáticos de compreensão de texto. (...) a leitura é sempre um meio, nunca um fim.

Por isso, na escola ela deve ter várias funções, pois é diferente
ler para se divertir,
ler para escrever,
ler para estudar,
ler para descobrir algo que deve ser feito etc.

(...) que o acervo da biblioteca seja variado,
que nos momentos de leitura livre o professor leia junto com a turma
e que os alunos também possam, em alguns momentos, escolher as próprias leituras
e levar os títulos para casa.
                                                                                                  

Parece tão evidente que nem vale a pena ser reforçado? Ou será que sim?
 
Quando equaciono o peso que damos, no quotidiano (e que permitimos que os nossos alunos possam experimentar pela nossa mediação), à "leitura-estudo-obrigação" face à "leitura-fruição", à "leitura-desafio", capaz de nos mobilizar todos, completamente, de algum forma mudando a pessoa que somos e fazendo-nos olhar a vida com outras sensibilidades... Penso que teríamos que rever algumas coisas e humildemente aceitar que muitas vezes não confiamos o suficiente nessa força da leitura como tal e acabamos por manchar de excessiva e sensaborona "não comunicação" (para não lhe chamar outras coisas porventura mais atrevidamente provocadoras...) os espaços de leitura que, cheios de boas intenções, criamos na escola para os nossos alunos... 
 
A pergunta (fundamental?) que me apetece pôr é: com esta atitude de preponderante "doutrinação" face a outras possíveis - que deveríamos constantemente perseguir, experimentar e partilhar - de colaboração, de cumplicidade, de envolvimento, estaremos a incentivar para a leitura ou a desmotivar para ela as nossas crianças e jovens?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ouvir e contar... contar e ouvir: renovada magia!

  


Olá, amiguinhos da JI/EB1 da Póvoa da Galega,

Obrigada pela oportunidade do reencontro e da partilha.

Mais uma vez aconteceu para nós um espaço de comunicação à volta dos livros e do contar as histórias que eles nos põem no colo, porque conseguimos provocar, no nosso dia tão apressado e cheio de obrigações, a "obrigação" de estender um tapete de calma, para poder, juntos, ouvir e contar, ouvir e comentar, ouvir e enternecer-nos, ouvir e rir a bandeiras despregadas, ouvir e surpreendermo-nos...

Aconteceu uma fiada de histórias.

Que bom!

Alguns dos livros que se abriram e nos envolveram neste dia:

















                                

                                                                                                                                                                                                                                                                  

Para quem estiver interessado, ver neste blogue, na BARRA AZUL (lateral direita), mais informação sobre estes títulos.

domingo, 1 de novembro de 2009

Quando uma história acontece...

... um espaço/tempo de cumplicidade se tece!

Aos meninos da EB1/JI de Santo Estêvão das Galés envio um beijinho - encontrámo-nos pela primeira vez, nesta bela manhã, à volta das histórias e, por via delas, ficámos a partilhar aventuras, peripécias, formas de olhar e de revisitar as nossas experiências de vida que, mesmo aos três anos (que era a idade do nosso público mais novinho), não são menos significativas: são as nossas, fazem parte da nossa história de vida e, por isso, são essenciais!


Para quem estiver interessado, ver neste blogue, na BARRA AZUL (lateral direita), mais informação sobre estes títulos.