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Fui.
Vi.
Senti.
Chorei e ri. Também sorri.
Da minha cadeira, na plateia, também dancei.
Muito forte.
Muito envolvente.
Muito questionador.
Quem somos nós no nosso corpo?
O corpo que nos tapa e nos desvenda...
O corpo que nos aprisiona e nos liberta, o corpo que nos faz ser quem somos, o corpo pelo qual podemos ultrapassar-nos à procura de SER mais e viver uma VIDA PLENA.
O corpo que nos faz aprender a "estar aqui", o corpo que nos ensina a "estar BEM aqui".
Ainda bem que este projecto tem sede na Madeira!
Porque Portugal não é só Lisboa...
Que pena que este projecto esteja na Madeira... Porque a minha filha, de 19 anos, portadora de trissomia 21, acabado o seu percurso escolar, está em casa. Em stand by... Como que numa antecâmara para coisa nenhuma... E será só ela?
E hoje eu vi, claramente visto, que este projecto não é para "fazer-de-conta" que não se é portador de deficiência, "fazer-de-conta" que se faz formação profissional, "fazer-de-conta" que se promove a inserção social...
Este projecto é para viver a condição da diferença com plenitude, com liberdade e com a dignidade de se ser, acima de tudo, PESSOA!
Parabéns a
Henrique Amoedo e a toda a Companhia!
Pergunto-me: será que não há ninguém que tenha interesse em fazer acontecer (pelo menos) um projecto destes aqui pelo continente?